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Blog sobre tudo e nada

O nome diz tudo, blog pessoal, partilhado com o mundo e para não ser levado (demasiado) a sério!

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10
Ago17

Marrocos #3

Chegámos ao terceiro dia desta viagem e o próximo destino é o deserto de Merzouga onde iríamos pernoitar num acampamento, com tudo a que esta experiência exigia.

 

Tínhamos tudo tratado com a empresa Rutas a Marruecos, e o nosso guia foi o simpático Youssef, que nos pôs logo à vontade e ao longo do caminho nos ia explicando as maravilhas daquela terra. Tínhamos um longo caminho pela frente, passámos pela Suiça Marroquina, em Ifrane, onde a arquitetura das casas em muito se assemelha às casa típicas Suiças, com os telhados bicudos e altos, mas a nossa primeira paragem foi em Azrou no Bosque de Cedros para conhecermos umas famílias muito simpáticas de macaquinhos (los monos)  super amorosos e muito tranquilos, que vivem em liberdade pelo bosque.

 

 

  Seguimos para Midélt, onde almoçámos e seguimos da parte da tarde pelo Valle del Ziz, onde encontramos um dos maiores palmeirais do mundo. Uma paisagem que vale muito a pena visitar, uma vez que o verde das palmeiras contrasta com o castanho da terra, das casas e do resto da paisagem.

 

 

 Chegados a Merzouga, tínhamos à nossa espera os nossos amigos dromedários que nos íam levar até ao acampamento, onde íamos passar a noite, numa jaima, como vivem os nómadas da região, por entre as dunas.

 

(oh pra eles, super fofos!!! )

(este foi o meu companheiro de viagem) 

(lá ia o grupo todo contente

 

A viajem de dromedário ainda demorou à vontade uns 40/45 min, com muito calor e na chegada ao acampamento tivemos uma excelente recepção, com música, chá de menta (este não podia faltar), bolinhos e amendoins 

 

 

 

Fomos-nos instalar na nossa jaima (tenho pena, porque como já era de noite não consegui tirar fotos)e de seguida fomos jantar.  E que jantar, sem dúvida que a melhor comida que meti nesta boca durante esta viajem, foi a comidinha do deserto!! O melhor frango grelhado, a melhor sopa  e os melhores hamburguers de sempre (entravam para o top 3 do projecto Best Burguer ). No final do jantar houve mais festa com estes senhores e depois de desgastar o jantar fomos-nos deitar, pois a viagem tinha sido longa e estávamos todos cansados, mas felizes!!  

 

 

09
Ago17

Marrocos #2

Depois de uma noite descansada, com o AC perto do máximo, estávamos prontos para iniciar a aventura pela Medina de Fez!

 

Tivemos encontro marcado com o nosso guia, o Said, que para além de ter um sentido de humor muito apurado, é conhecedor da história profunda daquela cidade. Fez-nos um resumo do que iríamos visitar e alertou-nos para o facto de que facilmente alguém se poderia perder pelas mais de 9 mil ruelas da Medina. Em filinha lá o seguimos e a paragem obrigatória foi a porta de entrada na Medina, Bab Boujloud, que dispõe de duas cores: para entrada (azul) e saída (verde).

 

 

 

A aventura ia começar e lá entramos nos labirintos da Medina, seguindo à Madraça Bu Inania, a única com um Minarete (torre de Mesquita), pois além de escola também funcionava como Mesquita, às sextas-feiras. É um edifício lindo, cheio de pormenores, todos feitos à mão, com a entrada principal que dá acesso a um grande pátio central, com chão de mármore e um pequena fonte para a purificação aquando do chamamento à oração. Ao fundo do pátio situa-se uma sala de oração. No piso superior, em volta do complexo principal encontram-se os quartos dos estudantes.

 

 Daqui seguimos, pelo labirinto da medina, descobrindo uns Riads lindos no caminho, parámos numa loja de artesão/artistas, onde tivemos acesso a peças lindas de bronze e prata e onde as mulheres puderam iniciar as suas compras  eu própria não resisti e comprei um prato de bronze todo trabalhado e uns copos para o chá.

Também tivemos direito a breves explicações sobre os costumes, nomeadamente nos casamentos e dotes. 

 

A paragem seguinte foi num tear, onde me perdi completamnete na beleza dos tecidos e lenços disponíveis. Coisas lindas e como é óbvio na mala vieram 4 lenços novos (2 turbantes típicos, 1 lenço de ceda e organza e 1 de caxemira).

Alguns do grupo puderam experimentar as vestes típicas 

E a última paragem antes do almoço foram os curtumes - local para tratar o couro, onde o cheiro é muito característico e muito forte. Á entrada é-nos dado folhas de hortelã para enganar o nariz e esquecermos que as pessoas lá em baixo andam em tanques com dejectos de animais para o tratamento das peles.

 

 

 No final seguimos para o restaurante. A barriga já dava horas e íamos experimentar as famosas tagines. O pão que servem de entrada é fantástico, assim como as azeitonas, mas é preciso gostar de picante!  Também nos é dado para experimentar umas saladas, uma pasta de pimentos, tomate e especiarias (de comer e chorar por mais ) e uns feijões muito bons. O picante é o ingrediente master!! Para prato principal escolhi o cous-cous com verduras e carne. Gostei bastante, mas vinha uma dose que alimentava 2 pessoas  Aliás, em quase todas as refeições, as porções eram bem generosas! 

(O próprio restaurante tem a mesma arquitetura do Riad onde estávamos hospedados)

 

Durante todo o nosso passeio de manhã haviam uns senhores feitos paparazi atrás de nós a sacar todas as fotografias que podiam, houve alguns momentos que eu me sentia a Kim Kardashian, mas no fundo não percebia muito bem o que era aquilo ou o que representava. Á saída do restaurante percebi que esses mesmos senhores já tinham impresso todas as fotografias e tinham-nas expostas e à venda. Claro que houve um momento de regatear e lá conseguimos 3 fotografias por 5 dirhams ( 1euro=10dirhams) e com um euro trouxe 6 fotografias. 

 

A parte da tarde foi reservada para a visita a uma fábrica de cerâmica, Art Naji. Assistimos à construção de peças de barro típcas, mesas de azuleijos e todo um trabalho manual de pintura de barro, este feito por mulheres e que nos deliciou as vistas! 

 

 

 Já de regresso ao Riad, para um breve descanso, antes do jantar, parámos em frente ao Palácio Real, no bairro La Mellah, residência do rei quando este se encontra na cidade.

 Também conhecido como o palácio das 7  portas (pelos sete dias da semana), estas são de madeira maciça e bronze e as suas cores alternam entre o azulejo típico azul e verde, correspondendo ao simbolismo de Fes e Islão respectivamente. 

 

 

09
Ago17

Marrocos #1

Como tudo na vida, o que é bom termina à velocidade da luz e as férias não são excepção!

 

O destino estava traçado, uma semana em Marrocos, com um grupo de se lhe tirar o chapéu, éramos 31 pessoas, todas diferentes, mas todas com a mesma vontade, descobrir o que Marrocos tinha de melhor. Tinhamos a viagem dividida em 3 partes: uma chegada a Fez, uma passagem no Deserto e uns três dias na famosa Marrakech. 

 

A viagem foi cansativa, tivémos a sensação que demorámos um dia inteiro a lá chegar, talvez devido à escala em Barcelona, que também proporcionou umas voltas pela La Rambla, uma paragem no mercado La Boqueria, um pic-nic (como bons portugueses que somos ) e umas caminhadas debaixo de uns belos graus que encostaram até os mais bem preparados.

 

 

A chegada a Fez foi por volta das 22h, passámos por vários postos de controlo, mais uma espera valente para o carimbo do passaporte e quando finalmente saímos do aeroporto tínhamos o transfer à nossa espera para o Riad Mazar, que foi sem dúvida uma excelente escolha. Apesar da nossa chegada tardia, fomos recebidos com um chá de menta muito bom e uns biscoitos típicos que aconchegaram o estômago da viagem um pouco atribulada. A simpatia do staff que nos recebeu encheu-nos as medidas e o Riad era lindo, o que foi um ótimo cartão de visita!!  Mas no final todos estavam cansados e só queríamos uma cama e um ar condicionado virado bem para nós, uma vez que o calor era muuuuito, mesmo durante a noite!!! 

 

 

 

  

 

 

03
Jul17

Passadiços do Paiva

Já andava há imenso tempo para visitar/conhecer os passadiços do Paiva, em Arouca, e sábado passado (01/07/2017) foi o dia de passar à ação! 

 

Para os interessados no mesmo, aconselho a compra antecipada dos bilhetes no site oficial dos passadiços, aqui.

 

Tivemos muita sorte com o tempo, da parte da manhã, estava calor, mas corria uma brisa fresca, que ajudava na caminhada e da parte da tarde, o calor, apesar de algum, foi suportável, sem problemas.

 

Iniciámos a caminhada por volta das 11h20, depois de fazer um pré pic-nic, onde se aconchegou bem o estômago  e lá começámos a aventura, no sentiro Areinho - Espiunca.

 

O início deste trajecto é chato, subimos alguns lances de escadas até encontrarmos a zona "oficial" de entrada, mas durante uns lances e outros uma pessoa pára, aprecia a vista, as cabrinhas que andam por ali a passear no monte e lá chegamos à entrada. A partir daqui é quase sempre a descer 

 

Durante o trajeto encontramos alguns Geossítios, devidamente identificados: Garganta do Paiva, Cascata das Aguieiras, Praia Fluvial do Vau (bom spot para o pic-nic), Gola do Salto  e ainda a Falha de Espiunca.

 

Na minha opinião, é um trajeto a fazer com calma, sem pressas, levar comida e bebida (água é essencial), parar ao longo do passadiço para apreciar a vista, fazer os desvios possíveis para aproveitar ao máximo.

 

Por volta das 13h parámos na praia Fluvial do Vau, para almoçar. o local dispõe de muita sombra, ótimo para carregar baterias para os pouco mais de 3km que ainda temos pela frente. O rio não estava muito convidativo a banhos, pois duas semanas antes, houve umas enxurradas de chuva e o fundo do rio estava completamente "sujo" e eu confesso que gosto de saber aquilo que ando a pisar. Andava pelo rio, todo contente, um pato selvagem, que ainda fez as delícias dos que lá andavam com um espetáculo de "natação acrobática".

 

Após uma sesta, para recuperação de baterias, seguimos caminho e a partir daqui o calor era mais acentuado, já tínhamos alguns km's em cima das pernas, mas a vontade de encontrar a placa dos 8km era tanta que ainda se fez a última subidinha com "uma perna atrás das costas" 

 

Chegados à Espiunca, aproveitamos o café e a esplanada para recuperar o fôlego e seguimos para o táxi que nos iria levar de volta ao parque de terra batida, onde tinhamos deixado o carro inicialmente.

 

Tudo foi feito nas calmas, mas ainda passámos por uns grupos onde a adrenalina reinava e estavam dispostos a fazer os dois trajectos 

O site dos passadiços explica bem o que podemos encontar e caso tivesse mais tempo, teria sido interessante ter ficado o fim de semana na zona, a aproveitar a restauração local e passear por Arouca.

 

Hoje, segunda-feira, a sensação que tenho é de que não tenho gémeos nas minhas pernas  o que poderá servir como um grande abre-olhos para o sedentarismo que ando a "praticar"

 

10
Mai17

Lisboa Tour #3

Terceiro e último dia da aventura Lisboeta!

 

Nesta altura, já nenhuma de nós sentia as pernas, arrastámo-nos até ao pequeno-almoço, para carregar energias e depois ficamos muito aliviadas quando nos propuseram um dia em familía, a passear de carro por Cascais e Sintra!  Yuphi ia "andar sentada"!!! Não poderia estar mais contente com a ideia!

 

E lá partimos, em direção à costa e a primeira paragem foi a Boca do Inferno, em Cascais. Já conhecia, mas na minha primeira visita, o dia estava super chuvoso, o mar agitado e o Inferno pareceu bem real dessa altura , o que contrastou bem desta vez com o sol a dar o ar de sua graça, um tempo agradável e montes de gente a passear por lá!

 

 

Daqui rumamos a Sintra e infelizmente não conseguimos entrar na zona histórica, uma vez que o trânsito estava parado, não sabemos se devido a algum acidente ou mesmo por excesso de autocarros, carregados de turistas em excursões...estava o caos...lá demos a volta e apreciámos só um pouco da Serra e voltámos para Lisboa!

 

Segui-se um almoço de familia, conversas ao mesmo tempo, mesa cheia, uma alegria e confesso que se por um lado já estava cheia de saudades do meu Norte e de minha casa, por outro lado sentia-me bem e muito bem recebida. Tínhamos comboio de regresso às 18h e lá fomo nós para Oriente...cansadas, mas felizes. 

Estas escapadelas fazem muito bem ao corpo e mente! A viagem foi longa, mas quando chegamos à nossa Campanhã notou-se logo a diferença de tempo e de ambiente! Muita agitação, a pronúncia acentuada, já estávamos na nossa "praia", cada vez mais perto de casa!

 

Gosto muito de Lisboa, confesso que se não fosse "tão longe", talvez a visitasse mais vezes! É uma cidade bonita, as pessoas são simpáticas e por acaso nunca me senti insegura, mas se surgisse algum momento inusitado, puxava aqui da minha pronuncia do Norte e punha em prática as minhas aulas de kickboxing!!

 

Não me vejo a viver em Lisboa, já vivi 7 anos no Porto e já chegou de cidades grandes! Agora entre Porto e Lisboa, ambas são lindíssimas, mas não deixaria o Norte por nada! Não temos 7 colinas, nem miradouros em qualquer canto, mas temos o nosso encanto, o nosso Douro, e umas vistas incrivelmente fantásticas, acompanhadas das belas das francesinhas ou das tripas... e o meu  está no Porto!  

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